Um dos bairros mais antigos de Porto Alegre concentra também um grande número de idosos. O bairro Bom Fim foi fundado em 1959 e localiza-se na região centro-oestre da capital.
O antigo Campo da Várzea, conhecido por reunir jovens acostumados a aproveitar um bom domingo de sol ou até noites agradáveis de inverno, é uma região popularmente conhecida também por acolher grande número de idosos.
Na condição de um dos mais antigos bairros de Porto Alegre, o local oferece inúmeras opções ao público que, se não habita, freqüenta o “Bonfa”. Para os mais simplistas, há o Brique da Redenção, que acontece todos os domingos desde 1983, na Rua José Bonifácio. Para os mais tradicionais, existem as quadras de bocha, que estão no parque da Redenção ou nos arredores da Praça Júlio de Castilhos. Os mais modernos e afoitos têm a opção de participar das atividades organizadas pela sociedade Hebraica, sob o comando de Maria Dorfman, e pelo tablado Andaluz – onde os “jovens” podem dançar e brindar a vida com um chá.
Para Stela Pereira, 39 anos, porta-voz da casa de geriatria Bom Fim, esse é um dos bairros onde mais percebemos a presença de idosos, pois é um dos mais antigos da cidade: “Ele foi um dos primeiros a ser criado. Fora que aqui também tem a Redenção, que é perto do centro”. Ela pondera ainda sobre os pacientes da instalação onde trabalha: em regra, os idosos de lá possuem parentes por perto, por isso optam pelo bairro tão tranqüilo, com ares de interior no final de semana. “Por aqui tem a UFRGS, algumas escolas e antiquários, mas eles gostam mesmo é de ir, quando podem, à capela Nosso Senhor Jesus do Bom Fim ou então às sinagogas”, finaliza.
Na condição de um dos mais antigos bairros de Porto Alegre, o local oferece inúmeras opções ao público que, se não habita, freqüenta o “Bonfa”. Para os mais simplistas, há o Brique da Redenção, que acontece todos os domingos desde 1983, na Rua José Bonifácio. Para os mais tradicionais, existem as quadras de bocha, que estão no parque da Redenção ou nos arredores da Praça Júlio de Castilhos. Os mais modernos e afoitos têm a opção de participar das atividades organizadas pela sociedade Hebraica, sob o comando de Maria Dorfman, e pelo tablado Andaluz – onde os “jovens” podem dançar e brindar a vida com um chá.
Para Stela Pereira, 39 anos, porta-voz da casa de geriatria Bom Fim, esse é um dos bairros onde mais percebemos a presença de idosos, pois é um dos mais antigos da cidade: “Ele foi um dos primeiros a ser criado. Fora que aqui também tem a Redenção, que é perto do centro”. Ela pondera ainda sobre os pacientes da instalação onde trabalha: em regra, os idosos de lá possuem parentes por perto, por isso optam pelo bairro tão tranqüilo, com ares de interior no final de semana. “Por aqui tem a UFRGS, algumas escolas e antiquários, mas eles gostam mesmo é de ir, quando podem, à capela Nosso Senhor Jesus do Bom Fim ou então às sinagogas”, finaliza.
Imagem divulgada pela prefeitura de Porto Alegre
O Parque Farroupilha é um dos atrativos do bairro Bom Fim
- O Bom Fim, para mim, não é só um bairro, é o que eu vivo.
A aposentada Joana Gomes Almeida tem 67 anos e é moradora do famoso “Bonfa” desde os seus 54. Antes vivia na Zona Norte, aos arredores do hospital Cristo Redentor, e diz que, com a chegada de sua terceira idade, resolveu se mudar para um apartamento de quatro dormitórios na rua Osvaldo Aranha, pois sempre teve curiosidade em relação à fama do bairro, conhecido por oferecer uma excelente infra-estrutura aos idosos. O que mais chamou sua atenção ali foi o fato de tudo ser perto. Ela explica:
- Nunca gostei muito de bater perna por aí, sou daquele tipo de velhinha que é o mais velha que puder ser. Aqui as vezes mal preciso atravessar a rua. Tomo um café na livraria, volta e meia chego pra acompanhar os saraus que eles fazem, passeio com a Ondina [sua poodle] na Redenção, compro o pão no Zaffari. É um bairro prático.
A ex-assistente social, aposentada há treze anos, gostou tanto do bairro que hoje é um dos setenta e quatro integrantes da Associação dos Amigos do Bairro Bom Fim. O grupo foi criado com o objetivo de facilitar a socialização dos moradores do bairro, mas, atualmente, extrapolou esse desígnio: os integrantes unidos agora são uma voz social ativa, visto que a Associação interage diretamente com o Estado, interferindo nas questões da segurança, saúde, infra-estrutura e sinalização de trânsito do bairro. O atual presidente da AABBF, Milton Gerson, junto com o presidente do Conselho Comunitário do Bairro Bom Fim, Alexandre Alves, abre constantemente pedidos de Audiência Pública – como a ocorrida no dia 5 de maio do ano passado no 4º Distrito (leia aqui) com a finalidade de mobilizar a comunidade e pressionar as autoridades por melhores condições de segurança no dia-a-dia dos moradores.
- Eu apoio e presencio as ações que a Associação organiza sempre que dá. Acho que esse é mesmo o ponto fraco daqui. Falta segurança, esse parque [da Redenção] é danado até de dia. Se a gente bobear, passa um pivete e leva a tua bolsa. De noite, falta iluminação. É um absurdo - comenta ainda a idosa.
A sede da Associação dos Amigos do Bairro Bom Fim fica na Rua Felipe Camarão, 649. Para mais informações, ligue para (51) 33114573.
A aposentada Joana Gomes Almeida tem 67 anos e é moradora do famoso “Bonfa” desde os seus 54. Antes vivia na Zona Norte, aos arredores do hospital Cristo Redentor, e diz que, com a chegada de sua terceira idade, resolveu se mudar para um apartamento de quatro dormitórios na rua Osvaldo Aranha, pois sempre teve curiosidade em relação à fama do bairro, conhecido por oferecer uma excelente infra-estrutura aos idosos. O que mais chamou sua atenção ali foi o fato de tudo ser perto. Ela explica:
- Nunca gostei muito de bater perna por aí, sou daquele tipo de velhinha que é o mais velha que puder ser. Aqui as vezes mal preciso atravessar a rua. Tomo um café na livraria, volta e meia chego pra acompanhar os saraus que eles fazem, passeio com a Ondina [sua poodle] na Redenção, compro o pão no Zaffari. É um bairro prático.
A ex-assistente social, aposentada há treze anos, gostou tanto do bairro que hoje é um dos setenta e quatro integrantes da Associação dos Amigos do Bairro Bom Fim. O grupo foi criado com o objetivo de facilitar a socialização dos moradores do bairro, mas, atualmente, extrapolou esse desígnio: os integrantes unidos agora são uma voz social ativa, visto que a Associação interage diretamente com o Estado, interferindo nas questões da segurança, saúde, infra-estrutura e sinalização de trânsito do bairro. O atual presidente da AABBF, Milton Gerson, junto com o presidente do Conselho Comunitário do Bairro Bom Fim, Alexandre Alves, abre constantemente pedidos de Audiência Pública – como a ocorrida no dia 5 de maio do ano passado no 4º Distrito (leia aqui) com a finalidade de mobilizar a comunidade e pressionar as autoridades por melhores condições de segurança no dia-a-dia dos moradores.
- Eu apoio e presencio as ações que a Associação organiza sempre que dá. Acho que esse é mesmo o ponto fraco daqui. Falta segurança, esse parque [da Redenção] é danado até de dia. Se a gente bobear, passa um pivete e leva a tua bolsa. De noite, falta iluminação. É um absurdo - comenta ainda a idosa.
A sede da Associação dos Amigos do Bairro Bom Fim fica na Rua Felipe Camarão, 649. Para mais informações, ligue para (51) 33114573.
O Bom Fim dos imigrantes e colonizadores judaicos se tornou também o bom fim dos idosos e é um dos bairros mais bem quistos pela Nov(a)idade.


