sexta-feira, 18 de junho de 2010

Casamento de Adão e Santa ocorre dia 19 de junho, na zona sul da Capital

Retirado da edição nº 528, datada em 18/06/2010, do Jornal Oi.
Clique nas imagens para vê-las em melhor resolução.






Mas tu e eu, amor meu

Estamos juntos
Juntos desde a roupa às raízes
Juntos de outono
De água, de quadris
Até ser só tu, só eu
Juntos
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(P. Neruda)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Reserva de vagas de estacionamento para idosos é lei

Em 2003, o Governo Federal determinou para o Estatuto do Idoso, através da Lei n. 10.741/03, que 5% das vagas de estacionamento regulamentado em via pública (área azul) deve ser reservado aos idosos. Entretanto, foi apenas cinco anos depois - em dezembro de 2008 - que o Conselho Nacional de Trânsito uniformizou a lei, por meio da Resolução 303, instituindo também um padrão de sinalização das vagas, bem como a obrigatoriedade de credenciamento por parte do idoso beneficiado, a apresentação da credencial e a penalização caso ocorra a infração dessa regra.

Em Porto Alegre, a Empresa Publica de Transporte e Circulação implantou 50 vagas em todos os estacionamentos rotativos. Os bairros Centro Histórico, Moinhos de Vento, Bom Fim, Menino Deus, Azenha, Tristeza e Petrópolis são os que hoje abrigam esse benefício. Conversamos com o jornalista da EPTC, Cláudio Furtado:

- As vagas estão devidamente sinalizadas pelas faixas pintadas na via, localizadas em pontos mais cômodos para o deslocamento dos idosos. Por exemplo nas Ruas Duque de Caxias e Caldas Júnior, próximas de atrações culturais, de serviços e de parquímetros - informa o assessor.


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Sinalização de vagas de estacionamento exclusivas para idosos é ignorada na Capital



Os interessados em se credenciar devem procurar o Atendimento ao Cidadão da EPTC, localizado na Avenida Ipiranga, n°1.138. Após preencher a ficha de cadastro, é necessário apresentar cópias do RG, CPF e CRLV. A confecção da credencial custa R$ 13,24 e é importante destacar que não é preciso ser morador da Capital para utilizar a vantagem. Também deve ser destacado que o idoso não fica isento do pagamento no parquímetro, apenas tem sua vaga assegurada. Até o momento, cerca de 330 idosos já realizaram o cadastro.

A utilização da vaga sem o direito, o não pagamento ou não apresentação da credencial caracterizam infração leve, o que implica 3 pontos na CNH, multa de R$ 53,20 e recolhimento do veículo.


Foto por Renata Galvão
Nov(a)idade flagra: adultos não respeitam a sinalização de vaga de estacionamento exclusiva para idosos


O Atendimento ao Cidadão da EPTC funciona das 8h30 às 17h, de segunda à sexta-feira. Mais dúvidas ou informações, disque 118 de telefone fixo, móvel ou público.

Lamentos e comemorações com o reajuste dos aposentados

Na tarde de ontem (15/06/2010), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o aumento de 7,7% para os aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo. Entre comemorações e lamentos, a decisão pareceu não agradar nem aos economistas e nem aos idosos.


Rombo no Estado
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Para o super intendente da Vonpar,
Daniel Wailer, o governo brasileiro não possui condições financeiras e técnicas para viabilizar tal reajuste.

- O problema vai cair na mão da equipe econômica que vai ter de resolver de onde tirar os R$ 1,6 bilhão a mais por ano que o reajuste custará. Acho que o aumento de 7,7% não ajuda de forma eficaz o idoso e ainda provoca um rombo na conta do Estado - critica o economista de 58 anos.


Apenas R$ 9,48 a mais
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Beatriz Leitão Wernz, de 70 anos, compartilha da mesma opinião. Para a ex-professora de Ensino Fundamental, profissão que exerceu por 25 anos, o aumento dado pelo governo é uma injustiça. Ela, que já recebia R$ 600 de benefício mensal, passará a receber apenas R$ 9,48 a mais no final de cada mês.

- O que eu ganho não paga nem os meus remédios, não é o suficiente para eu me sustentar sozinha. O aposentado ganha o mínimo no Brasil e isso é injusto. Agora me deram R$ 9 a mais. E daí? Isso não paga nada, ainda nem sei o que vou fazer com esse dinheiro - reclama Beatriz.

Foto por Renata Galvão
Dona Beatriz mostra o comprovante de depósito de sua aposentadoria: o valor não cobre todas suas despesas


Moradora da cidade de Candelária, no Rio Grande do Sul, a aposentada recebe ajuda da filha mais velha e do genro para conseguir pagar as contas mensais e as despesas médicas.

- Se eu vivesse somente da minha aposentadoria, estaria doente. O idoso precisa de remédios e eles estão cada vez mais caros. Sem falar que eu não teria condições de me manter em uma moradia digna - conclui.


A Vitória da Fetapergs
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Apesar da decisão de Lula estar sendo fortemente questionada e criticada,
Osvaldo Fauerharmel, presidente da Federação dos Aposentados e Pensionistas do Rio Grande do Sul (Fetapergs), faz parte do grupo que comemora o reajuste:

- Este aumento é muito significativo para todo o movimento dos aposentados e pensionistas, porque houve toda uma movimentação da Confederação, da nossa Federação e de todas as entidades da classe que trabalharam o ano inteiro para pressionar esta aprovação - afirma Fauerharmel.

Para essa minoria que defende a posição de Lula, a manutenção do reajuste de 7,7% maior que os 6,14% defendidos pelo Executivo é um reconhecimento do governo de perdas que os beneficiários da Previdência Social vêm tendo no país e, mais importante ainda, propõe que se leve em conta os critérios de tempo de contribuição e idade. Assim, os homens se aposentariam quando a soma do tempo com a idade chegasse a 95 e as mulheres quando essa soma resultasse em 85.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um tabu em debate: residencial geriátrico não é asilo

Embora muito daquela imagem antiquada de que asilos são lugares ermos, sujos e precários venha sendo desconstruída, tais estabelecimentos ainda existem por serem uma opção de amparo a idosos, sem-tetos e inválidos sem condições financeiras e sem família ou conhecidos que possam oferecer-lhes qualquer suporte.

Inclusive, esta é a principal diferença entre o asilo e o residencial geriátrico (ou casa de geriatria, como preferir): os residenciais para terceira idade são voltados unicamente para tal público e os vovôs e vovós que vivem ali não são, nem em sua minoria, pessoas solitárias.


Geriatria Copacabana: a filosofia do atendimento especializado
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O residencial geriátrico Copacabana (localizado na Praça Senador Alberto Pasqualini, 95, bairro Ipanema, em Porto Alegre) desenvolveu um novo conceito de lar para idosos. O empreendimento direciona sua equipe interdisciplinar e sua estrutura – criada exclusivamente com o foco de atender ao público da terceira idade – para oferecer um ambiente familiar e confortável, onde os moradores não são tratados de maneira diferente e, sim, diferenciada. Segundo João Denir Espíndola, 75 anos, morador do residencial, o estabelecimento sempre deixa claro que a sua principal preocupação é lidar com as competências psicomotoras dos velhinhos, isto é, faze-los interagir, desenvolver o raciocínio e se movimentar. E de fato essa é uma questão que deve ser muito trabalhada, pois o avanço da idade não necessariamente implica o declínio da inteligência, mas, sim, o que acontece é que os idosos têm um desempenho menos satisfatório das aptidões psicomotoras – o que envolve a rapidez, a agilidade e a coordenação. Já no que diz respeito à memória e à aprendizagem, os idosos têm assimilação de informações mais lenta e têm suas memórias visual e auditiva se tornam comprometidas pelo desgaste do tempo, contribuindo para que possuam a motivação diminuída em decorrência dos problemas de saúde e experiências prévias de aprendizagem. Por isso, o Copacabana possui serviços de atividades físicas, bem como de terapia ocupacional e de cabeleireiros e cuidados estéticos em geral.

Foto retirada do site oficial da casa de geriatria
Fachada do residencial Copacabana, localizado na zona sul da capital

- Tu vê, eu sou um cara que gosto de tá sempre nos trinques. Estou aqui faz pouco, nem duas semanas, e já fui duas vezes na pedicure. E vou te dizer: aproveitei e pedi pra ela tirar uns fiozinhos brancos da minha sobrancelha. Aqui é muito bom, tu sabe, porque o lugar é arejado, as vezes lembra um aras, uma coisa assim. E também tem umas moças bonitas. Digo, as que cuidam da gente, né, porque já vi que com as colegas não dá nem pra brincar. Elas são comportadas até demais – brinca João, ex-corretor de imóveis e empresário aposentado. Um outro grande diferencial do Copacabana foi também a de construir um local com uma equipe profissional atuante 24h por dia e com monitoramento médico especializado em fisiatria e geriatria exclusivo da casa. Também estão disponíveis atendimentos fisioterapêuticos e psicológicos com hora marcada ou em casos de emergência.

“É possível envelhecer mantendo a capacidade de se reinventar, de criar e de evoluir” é o lema da geriatria Copacabana e que, segundo a moradora Édina Reichert Hahn, 66 anos, é sempre relembrado pelos funcionários durante as atividades oferecidas pelo residencial:

- Os monitores, que é como a gente chama os funcionários, são muito atenciosos. As vezes até demais, querem me levar pra passear de mão. De vez em quando até eu dou uma fugida deles [risos]. A gente tá sempre pensando que, principalmente na nossa idade, é importante tá sempre criando, sempre ocupando a cabeça. Aqui temos tabelas com organização de horários para jogos de mesa, musicoterapia, sessões de cinema, bingo, missa, aula de culinária e até ginástica elaborada especialmente pra nós velhinhos. Tá vendo como aqui é chique? – comenta a professora aposentada.



Geriatria Menino Deus: 50 anos de trabalho que se tornaram tradição
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A casa de geriatria - ou, como se autodenomina, senior residence – Menino Deus é fruto da ideia e do trabalho do casal Frederico e Enedina Kiefer, que vieram do interior do Paraná para criar o empreendimento na capital gaúcha.

Em 1960, eles fundaram a casa – até então com o nome de Casa de Saúde Doutor Kiefer – que inicialmente era localizada na Rua Getúlio Vargas, 1343. Logo em 1964, a clínica alcançou dimensões tão grandes que virou o Hospital Doutor Frederico Kierfer, com uma área destinada ao atendimento de grande parcela dos moradores idosos do bairro Menino Deus. Depois, em 1975, houve a necessidade de mais espaço para desenvolver o trabalho e acompanhar a demanda da procura pelos serviços prestados. Então, Frederico e Enedina compraram um prédio na Avenida Praia de Belas, 2124, para onde mudaram o hospital. No ano de 1995, no mesmo local, surgiu o Menino Deus Senior Residence, após a ampliação do estabelecimento, criação de dois novos prédios e de apartamentos destinados à hospedagem exclusiva de idosos que necessitam de cuidados diferenciados.

Foto retirada do site do próprio estabelecimento
Entrada principal do residencial para sêniors Menino Deus, localizado na Av. Praia de Belas

Desde 2007, a geriatria Menino Deus conta com os planos de hospedagem básico, sênior, cuidado 24h e planos especiais. Para saber mais, acesse o site da casa.

Um novo atendimento para os idosos

Nos últimos anos, uma série de benefícios e atendimentos especializados voltaram-se para os idosos. Um dos mercados que vem sendo procurado e exigido por diversas famílias é o do atendimento geriátrico. As antigas geriatrias reformularam seus conceitos, transformando a ideia de "asilos" em verdadeiros residenciais para a terceira idade. Um local onde o idoso passa a viver em torno de uma estrutura com maior assistência, lazer e conforto.

O Nov(a)idade fez um mapeamento de alguns dos residenciais e casas geriátricas de Porto Alegre e redondezas. Confira: