quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um tabu em debate: residencial geriátrico não é asilo

Embora muito daquela imagem antiquada de que asilos são lugares ermos, sujos e precários venha sendo desconstruída, tais estabelecimentos ainda existem por serem uma opção de amparo a idosos, sem-tetos e inválidos sem condições financeiras e sem família ou conhecidos que possam oferecer-lhes qualquer suporte.

Inclusive, esta é a principal diferença entre o asilo e o residencial geriátrico (ou casa de geriatria, como preferir): os residenciais para terceira idade são voltados unicamente para tal público e os vovôs e vovós que vivem ali não são, nem em sua minoria, pessoas solitárias.


Geriatria Copacabana: a filosofia do atendimento especializado
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O residencial geriátrico Copacabana (localizado na Praça Senador Alberto Pasqualini, 95, bairro Ipanema, em Porto Alegre) desenvolveu um novo conceito de lar para idosos. O empreendimento direciona sua equipe interdisciplinar e sua estrutura – criada exclusivamente com o foco de atender ao público da terceira idade – para oferecer um ambiente familiar e confortável, onde os moradores não são tratados de maneira diferente e, sim, diferenciada. Segundo João Denir Espíndola, 75 anos, morador do residencial, o estabelecimento sempre deixa claro que a sua principal preocupação é lidar com as competências psicomotoras dos velhinhos, isto é, faze-los interagir, desenvolver o raciocínio e se movimentar. E de fato essa é uma questão que deve ser muito trabalhada, pois o avanço da idade não necessariamente implica o declínio da inteligência, mas, sim, o que acontece é que os idosos têm um desempenho menos satisfatório das aptidões psicomotoras – o que envolve a rapidez, a agilidade e a coordenação. Já no que diz respeito à memória e à aprendizagem, os idosos têm assimilação de informações mais lenta e têm suas memórias visual e auditiva se tornam comprometidas pelo desgaste do tempo, contribuindo para que possuam a motivação diminuída em decorrência dos problemas de saúde e experiências prévias de aprendizagem. Por isso, o Copacabana possui serviços de atividades físicas, bem como de terapia ocupacional e de cabeleireiros e cuidados estéticos em geral.

Foto retirada do site oficial da casa de geriatria
Fachada do residencial Copacabana, localizado na zona sul da capital

- Tu vê, eu sou um cara que gosto de tá sempre nos trinques. Estou aqui faz pouco, nem duas semanas, e já fui duas vezes na pedicure. E vou te dizer: aproveitei e pedi pra ela tirar uns fiozinhos brancos da minha sobrancelha. Aqui é muito bom, tu sabe, porque o lugar é arejado, as vezes lembra um aras, uma coisa assim. E também tem umas moças bonitas. Digo, as que cuidam da gente, né, porque já vi que com as colegas não dá nem pra brincar. Elas são comportadas até demais – brinca João, ex-corretor de imóveis e empresário aposentado. Um outro grande diferencial do Copacabana foi também a de construir um local com uma equipe profissional atuante 24h por dia e com monitoramento médico especializado em fisiatria e geriatria exclusivo da casa. Também estão disponíveis atendimentos fisioterapêuticos e psicológicos com hora marcada ou em casos de emergência.

“É possível envelhecer mantendo a capacidade de se reinventar, de criar e de evoluir” é o lema da geriatria Copacabana e que, segundo a moradora Édina Reichert Hahn, 66 anos, é sempre relembrado pelos funcionários durante as atividades oferecidas pelo residencial:

- Os monitores, que é como a gente chama os funcionários, são muito atenciosos. As vezes até demais, querem me levar pra passear de mão. De vez em quando até eu dou uma fugida deles [risos]. A gente tá sempre pensando que, principalmente na nossa idade, é importante tá sempre criando, sempre ocupando a cabeça. Aqui temos tabelas com organização de horários para jogos de mesa, musicoterapia, sessões de cinema, bingo, missa, aula de culinária e até ginástica elaborada especialmente pra nós velhinhos. Tá vendo como aqui é chique? – comenta a professora aposentada.



Geriatria Menino Deus: 50 anos de trabalho que se tornaram tradição
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A casa de geriatria - ou, como se autodenomina, senior residence – Menino Deus é fruto da ideia e do trabalho do casal Frederico e Enedina Kiefer, que vieram do interior do Paraná para criar o empreendimento na capital gaúcha.

Em 1960, eles fundaram a casa – até então com o nome de Casa de Saúde Doutor Kiefer – que inicialmente era localizada na Rua Getúlio Vargas, 1343. Logo em 1964, a clínica alcançou dimensões tão grandes que virou o Hospital Doutor Frederico Kierfer, com uma área destinada ao atendimento de grande parcela dos moradores idosos do bairro Menino Deus. Depois, em 1975, houve a necessidade de mais espaço para desenvolver o trabalho e acompanhar a demanda da procura pelos serviços prestados. Então, Frederico e Enedina compraram um prédio na Avenida Praia de Belas, 2124, para onde mudaram o hospital. No ano de 1995, no mesmo local, surgiu o Menino Deus Senior Residence, após a ampliação do estabelecimento, criação de dois novos prédios e de apartamentos destinados à hospedagem exclusiva de idosos que necessitam de cuidados diferenciados.

Foto retirada do site do próprio estabelecimento
Entrada principal do residencial para sêniors Menino Deus, localizado na Av. Praia de Belas

Desde 2007, a geriatria Menino Deus conta com os planos de hospedagem básico, sênior, cuidado 24h e planos especiais. Para saber mais, acesse o site da casa.

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